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Queijo
Prato Caseiro
A
primeira indústria laticinista do Brasil nasceu em Mantiqueira, no município
de Palmira, hoje Santos Dumont - MG, em 1888, através de uma iniciativa de
Carlos Pereira de Sá Fortes, médico que importou da Alemanha e da Holanda
maquinário para montagem de um laticínio, e dos técnicos Sebastião João
Frederico, João Kingma Yong e Alberto Booke que iniciaram fabricação de um
queijo semelhante ao Edam.
A princípio, o resultado não foi satisfatório,
porém, os técnicos retornaram à Europa para um aperfeiçoamento e aprendizado
de novas técnicas. No retorno, houve a separação da equipe, onde Sebastião
João Frederico fundou com José Jorge de Sá Fortes e Carlos Pereira de Sá
Fortes, o Laticínos Alberto Booke, com sede em Santos Dumont - MG, iniciando
então um aperfeiçoamento dos produtos e que, por inspiração de Carlos
Pereira, conseguiram mandar para o Rio de Janeiro leite congelado.
O Yong se
localizou numa fábrica de laticínios em Lima Duarte - MG, hoje Laticínios MB,
famosa instituição laticinista no mercado brasileiro. É um queijo de grande
popularidade no país e é fabricado em todas as regiões brasileiras. Possui
sua origem em queijos dinamarqueses e foi introduzido no Brasil por volta de
1920, com estabelecimentos dinamarqueses em localidades do Sul de Minas Gerais.
A denominação Prato compreende ainda outras variedades, tais como o queijo
tipo Lanche ( de forma retangular e tamanho de 0,5 a 1 kg ),
o queijo Cobocó ( de
forma cilíndrica e peso médio de 1 kg), e o queijo Esférico ou Bola de 1,8
kg. Atualmente, considera-se o queijo Estepe, de forma quadrada pesando
aproximadamente 4,0 a 5,0 kg como uma última variedade de Prato. Possuindo
sabor e aroma suaves, o queijo Prato apresenta uma coloração amarelo ouro,
consistência untuosa e com pequenas olhaduras lisas e brilhantes. Por suas
características típicas, presta-se bem ao preparo de sanduíches e lanches
diversos.
O queijo Prato, também conhecido como Queijo Lanche ou Lanchinho, é
considerado um dos queijos mais populares do Brasil. As origens deste queijo
remontam aos queijos Dambo dinamarquês e Gouda holandês. No Brasil, sua
tecnologia foi adaptada às condições locais, o que explica algumas
diferenças no sabor e textura observadas no Prato em relação aos queijos que
lhe deram origem.
Enquanto aqueles se apresentam sempre com textura mais aberta,
com olhaduras regulares e pequenas, o Prato pode ser encontrado tanto com
olhaduras regulares ou irregulares, como também completamente fechado. Seu
rendimento se situa por volta de 9,0 a 9,5 litros por kg. É o acompanhante
predileto para diversos tipos de sanduíches e para tira-gostos, sempre ao lado
de uma cerveja gelada.
Processo
de Fabricação
Segundo
tecnologia descrita por Alberto Valentim Munck, usar leite pasteurizado ou
integral (72ºC
por 15 segundos) com 3,6% de gordura.
Ingredientes
a adicionar
.
Cloreto de cálcio, 40 a 50ml (solução a 50%)
.
Corante, 5 a 10ml
.
Nitrato de Sódio ou salitre do Chile, 10 a 20 gr por 100 litros - opcional.
Use
fermento lático - Streptococcus lactis e Streptococcus cremoris.
Use coalho na dose regular para obter a coagulação em cerca de 30 - 40
minutos, a 32ºC.
Corte
a coalhada em grãos miúdos - grão de milho, e agitar lentamente por cerca de
20 minutos. A acidez do soro no corte deve corresponder cerca de 2/3 da acidez
do leite no momento da coagulação.
Deixe
repousar alguns minutos e elimine 30 a 40% de soro.
Reiniciar
a agitação com maior rapidez. A adição de água quente (70 -80ºC),
deverá ser feita lentamente, devendo ser iniciada somente quando os grãos de
coalhada estiverem novamente bem distribuídos no soro, sem embolar. A adição
de Cloreto de Sódio, que é o sal, não é recomendada. A quantidade de água
quente deve se situar entre 15 e 20% do volume inicial de leite. O
aquecimento deverá ser feito até 42ºC,
caso necessário, pode ser complementado através de vapor indireto. O
ponto é variável, dependendo do teor de umidade desejável no queijo, mas nas
condições normais de fabricação ocorre cerca de 60 - 80 minutos após o
corte.
A
massa deverá ser pré-prensada sob o soro, com 10 vezes o peso da massa. Após
a pré-prensagem, proceder à enformagem, em fôrmas com dessoradores, de
tamanho variado. Os queijos serão prensadas por cerca de 2 horas, de acordo com
o seguinte esquema: 30 minutos, com 10
vezes o peso do queijo. Viragem: 90
minutos, com 10 vezes o peso do queijo até o dia seguinte.
Depois
da prensagem, os queijos são levados à salmoura. O tempo de salga na salmoura,
a 10 - 12ºC,
com 19º
Bé ou 20% de sal, variará em função do formato e peso do queijo. Geralmente,
uma fôrma de queijo de 0,5Kg ficará 4 horas na salmoura, 3,0Kg até 24 horas.
Após
a salga, os queijos serão secados por 24 horas em câmara fria, e levados para
a câmara de maturação (12 - 14ºC)
onde deverão ser maturados por no mínimo 30 dias, para o desenvolvimento da
consistência e sabor ideal.
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Recomendamos o soro fermento somente em produções caseiras ou artesanais,
exceto na linha de queijo industrial pois não dá o padrão de qualidade, como
o mercado comprador exige.
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