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Queijo
Mussarela Caseira
Queijo
famoso mundialmente, a mussarela é um queijo suave, de massa macia, e sua
fabricação se concentra, principalmente no sul da Itália. Inicialmente, era
feito somente com leite de búfala, mas com o passar do tempo foi-se usando também
o leite de vaca. É o queijo predileto para pizzas.
Normalmente, é feito da
mesma forma que o Caccio-cavallo e Scamorze. Não obstante se assemelha mais ao
Scarmoze, ambos são consumidos enquanto frescos, com pouca ou nenhuma maturação.
De formato irregular e esférico, pesa de 250 a 500 g. Seu maior uso é, sem dúvida,
na culinária de todos os quatro cantos do mundo!Seu rendimento é de 8,5 a 10
litros/kg.
Tecnologia
de Fabricação
Segundo
tecnologia descrita por Marco Antonio Couto Cruvinel, para a fabricação
caseira de mussarela poderá ser usado leite pasteurizado, mas o mais comum é
fazer de leite cru, quando estamos falando de nível artesanal ou caseiro. Use
um leite de boa procedência e não deve ser acido. Coloque
o leite a uma temperatura de mais ou menos 35ºC. Adicione o soro fermento* ou
fermento próprio da Rica Nata.
Depois
de adicionado o fermento, coloque o coalho, na proporção indicada pelo
fabricante, devidamente diluído com água em um copo. Não esqueça de manter o
leite sob agitação durante a adição dos ingredientes. Tendo sido adicionado
o coalho, deixe o leite em repouso para a coagulação, que deverá ocorrer em
mais ou menos 30 - 40 minutos.
Após
a coagulação (verificada a formação de um coágulo homogêneo semelhante a
uma gelatina que tenderá a se soltar da parede da panela), corte a coalhada com
o auxílio de uma faca longa, devidamente higienizada, formando cubos e nos dois
sentidos da panela efetuando cortes com distância de 2 cm entre um corte ao
outro. Faça o corte horizontal passando-se a faca inclinada. Formando
cubinhos.
Depois
de cortar, deixe em completo repouso por 3 a 5 minutos. Após este repouso,
comece uma agitação lenta. Esta agitação pode ser feita com uma espumadeira,
por 20 minutos em média.
Decorridos
20 minutos após o corte da coalhada, leve esta massa ao fogo e aqueça até
cerca de 40-41°C.
Este
aquecimento deve ser lento e sob agitação lenta. Depois de aquecido continue
mexendo até o ponto. Quando a massa se apresentar com uma boa consistência
(ponto mais ou menos 40-60 minutos de agitação), retire o soro e forme um
bloco com a massa e transporte para uma mesa e cubra com pano, onde esta ficará
fermentando. O local onde será deixada esta massa deve ter uma temperatura que
não caia muito, pois se a massa ficar fria atrapalhará a fermentação.
Após
cerca de 6 horas, faça um teste de filagem, que consiste em picar uma pequena e
fina fatia de massa e colocá-la em água bem quente (85ºC). Tente esticar a
massa lentamente. Tendo a massa se esticado bem tipo um chiclete, sem quebrar,
ela estará pronta para ser filada. Se não esticar, ou a acidez estará elevada
demais ou baixa demais. Se tiver baixa espere um pouco mais, mas se estivar alta
a massa passou do ponto, só serve para fazer um requeijão caseiro. Para
filar, corte a massa em tiras finas e as coloca na água quente (85ºC). Vai
amassando e cozinhando esta massa que se formou na água e, simultaneamente,
tentar ir esticando para formar filetes longos e lisos.
Uma
vez filada, a massa deverá ser moldada, fazendo uma grande bola (moldagem) e
colocando-se esta numa forma retangular. Deve ser feito de uma forma que não
deixe buracos dentro da “bola”, mussarela. Pode
também fazer trança, obtendo filetes que são trançados. Pode ser feito
palitinho e nozinho também.
Depois
de fria a mussarela, coloque numa salmoura (solução de sal a 20% - cerca de 12°C)
por mais ou menos 15-20 horas, barra de 3 quilos. Se for trança, palito ou
nozinho deixe pouco tempo senão fica muito salgado. A mussarela pode ser
consumida logo após a salga, mas se for para fatiar ou ralar deixe por uns 5
dias após a salga para firmar, estabilizar a mussarela, e dar sabor; neste período
conserve em geladeira.
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Recomendamos o soro fermento somente em produções caseiras ou artesanais, mas
na linha de queijos industriais não recomendamos, pois não dá padrão de
qualidade como o mercado comprador exige.
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