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Queijo
Minas Meia Cura Caseiro
O
Queijo Minas Meia Cura, teve sua tecnologia elaborada pela EMATER/Lavras em
1983. Este queijo apresenta um sabor suave, textura compacta, untuosa, boa
plasticidade e cor amarelada.
Tecnologia
de Fabricação
Segundo
adaptação de Marco Antonio C. L. Couto, para os tempos de hoje. Com a proposta
de ensinar um preparo bem caseiro, artesanal, portanto transcrevo aqui, por ser
simples, sem muito ingrediente, sem truque e com todos “pulos do gato” que
tiverem, portanto, de fácil entendimento. Faça
de 10 á 20 litros de leite, mas pode ser feito de mais leite.
Procure
usar somente leite retirado na própria fazenda. Por incrível que pareça no
momento de ordenhar a vaca, é um dos momentos mais importantes na produção e
qualidade final do queijo. Se este
leite for contaminado, com silagem, fezes e urina do animal (toda vaca urina e
defeca no momento da ordenha, é natural), carrapatos entre outras
sujeiras,comprometerá com certeza a qualidade e o sabor do queijo, portanto
tenha muita higiene na retirada do leite.
Aqueça
este leite até 60ºC, termizar, que vai matar as várias bactérias, diminuindo
algum possível problema de estufamento e sabor indesejado. As duas medidas,
ordenha feita higienicamente, e termização do leite, para matar várias
bactérias, mais a adição do fermento próprio, darão a característica
principal neste queijo. Depois de
aquecer até 60ºC, deixe por 5 minutos em repouso. Resfrie
o leite para 35ºC e coloque o *soro-fermento* que já foi previamente
preparado.
Quando
for leite termizado, não é preciso usar cloreto de cálcio, pois a
termização não é suficiente para queimar o cálcio do leite, atrapalhando
assim na coagulação do leite. Menos um produto à ser colocado. Coloque
o coalho suficiente para coalhar este leite em 40-50 minutos. A coalhada é
cortada de modo que os grãos fiquem com aproximadamente 1,5-2,0 cm de aresta
(grão 3).
Corte
com uma faca formando cubos ( Como se fosse o jogo da velha, todo quadrado).
Incline a faca e corte também na horizontal, corte formando cubinhos iguais.
Comece
mexer com uma colher ou utensílio de inox ou plástico duro. Mexa devagar no
começo, por uns 15 minutos. Retire 30% do soro e aqueça devagar até atingir
39-40ºC. Pode ser fogo direto ou água quente á 85ºC, porém quando usar a
água quente, o queijo ficará mais suave o sabor, pois lava a massa. Quando
a temperatura atingir 39-40ºC pare de aquecer e efetue a dessoragem. Inicie
a segunda mexedura, utilizando uma pá de aço inox, aumentando os movimentos
aos poucos, até que a massa chegue ao ponto (em média de 40 minutos ).
Para
dar o ponto:
O
ponto é quando a massa estiver afundando facilmente no soro.
Pegue
um pouco de massa na mão. Aperte devagar. Se formar um bloco, a massa toda
junta, com liga é porque deu ponto. Outra forma é ver se os grãos estão bem
cozidos, secos e firmes.
Neste
momento pegue esta massa e coloque na forma, com pano.
Tem
dois tipos de formas que usam pano.
1-
Fôrma sem fundo, a prensagem é feita com as mãos. Mais utilizada nas
fazendas, modo mais tradicional.
2-
Fôrma com fundo e tampa, própria para prensar em prensas próprias –
Mais comum em produtos industrializados, com volume de produção um pouco
maior, mas também pode ser utilizada nas fazendas, basta ter uma pequena
prensa, que se faz com canos galvanizados, simples de fazer, podendo fazer de
qualquer tamanho.
Relato
da primeira opção: Fôrma sem fundo.
Encha
bem a fôrma. Feche o pano com a massa e aperte bem com as mãos, como se
estivesse prensando o queijo. Vá girando o queijo e prensando até ficar firme.
Vire o lado do queijo no pano, para prensar do outro lado também. Faça este
processo enquanto a massa estiver quentinha, pois se esfriar ficará mais
difícil prensar. Depois de prensar
pelos dois lados do queijo, retire o pano e volte o queijo pra forma para que
ele esfrie. Normalmente deixe até o outro dia. Depois
de frio leve o queijo para a salmoura. Alguns preferem colocar o sal por cima do
queijo, chamada salga á seco. Queijo
de 1 quilo deixe 12 horas na salmoura. Se achar que ficou pouco ou muito, regule
o tempo para o seu gosto de sal. Se deixar mais tempo, terá um queijo mais
salgado, o que pode influenciar na cura.
A
salmoura faça assim: 10 litros de
água, 2,2Kg de sal. Misture
bem este sal e coloque o queijo. Coloque uma pitada de sal sobre o queijo na
salmoura, evita queimar por cima e deixar uma casca amarelada sobre o queijo;
foi a parte do queijo que ficou fora da salmoura, por isto colocar a pitada de
sal sobre eles. No primeiro dia de uso
da salmoura, o queijo ficará meio escorregadio, depois a salmoura se normaliza.
Se for usar sempre esta salmoura, deve sempre colocar um pouco de sal, para
repor o sal que o queijo retirou. Salmoura fraca deixa o queijo muito babento,
todo mole, sem casca. Não deixa o queijo firme.
A
maturação do queijo Minas meia-cura não tem um tempo bem definido (de uma a
cinco semanas), assim como a sua temperatura, que varia de 10°C até a
temperatura ambiente. É importante
lembrar que durante a maturação os queijos são virados
regularmente.
*
Recomendamos o soro fermento somente em produções caseiras ou artesanais, mas
na linha de queijos industriais não recomendamos, pois não dá padrão de
qualidade, como o mercado consumidor exige.
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