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CONSIDERAÇÕES
GERAIS
O
queijo fundido é resultante da fusão de variados tipos
de queijos, o que permite a obtenção, pelo calor e
adição de sais especiais, de uma pasta homogênea, de
grande brilho e sabor uniforme.
Adicionado
a diversos temperos, frutas ou condimentos, o queijo
fundido pode ser cremoso ou fatiável.
Normalmente
apresenta sabor picante e textura homogênea; sendo,
habitualmente, consumido com pão fresco, torradas ou como
acompanhante de cervejas e vinhos.
A
qualidade do queijo fundido dependerá primeiramente da
qualidade do queijo usado como matéria-prima.
O
uso de queijos estufados, precoce ou tardiamente, mas cuja
maturação não seja prolongada, não causará nenhum
perigo, mas o sabor do queijo fundido será prejudicado.
Os
queijos de longa maturação, parcialmente decompostos e
altamente mofados não são aconselhados, pois
contribuirão com um sabor rançoso e de sabão.
A
casca do queijo utilizado deve ser removida.
A
quantidade de emulsificante usada é geralmente de 3%.
Cada tipo de sal emulsificante tem característica e
finalidade própria.
TECNOLOGIA
DE FABRICAÇÃO
Segundo
Francisco Samuel Hosken e Múcio Mansur Furtado, para
produção de um queijo fundido de boa qualidade, é
aconselhável que a maior parte da matéria-prima seja
queijo de maturação normal, ou melhor, que não seja
queijo fresco nem super maturado.
A
vantagem de se usar uma certa quantidade de queijo fresco
é devido ao fato de a albumina no queijo fresco estar
intacta, conferindo estabilidade ao queijo fundido.
O
queijo super maturado apresenta uma grande parte de
caseína desnaturada, resultando num produto de textura
fraca.
O
pH do queijo fundido sofre pouca variação, sendo
geralmente compreendido entre 5,5 e 5,9.
Quanto
mais alto for o teor de água, maior a quantidade de
fundente a ser usada, para obtermos a consistência
desejada. O uso excessivo de fundente provocará a
separação de gordura.
A
adição de fundente é feita diretamente na massa, antes
ou após a adição da água. Podemos dissolver o sal em
água a 50°C.
A
quantidade de água empregada dependerá do extrato seco
do queijo a fundir e da consistência desejada para o
queijo fundido.
Esta
quantidade só poderá ser estimada na prática.
A
adição da água é feita de uma vez, como no caso do
queijo fundido em barra ou bloco, ou de duas vezes, no
caso do queijo fundido pastoso.
Quando
se adiciona de duas vezes, a segunda porção deverá ser
adicionada quando a massa atingir 50-60°C.
A
temperatura normal de fusão dos queijos é de 85°C,
contudo é possível fazer a fusão a 90-100°C sob
pressão.
O
aquecimento da massa é feito com vapor direto e indireto.
No
caso do queijo fundido em blocos, o tempo de fusão é
normalmente de 5 a 8 minutos, enquanto que para o pastoso
este tempo é de 8 a 15 minutos.
A
pressão do vapor,
geralmente está no
limite de
45
- 60 libras.
Quanto
aos agitadores, para queijos em blocos, é aconselhável
uma rotação mais vagarosa, enquanto que para queijos em
pasta a rotação é mais rápida.
De
preferência a rotação dos agitadores deve ser menor a
princípio e aumentando no final.
A
homogeneização tem como finalidade, obter um produto
mais claro, de melhor consistência e com um brilho mais
intenso, uma melhor distribuição da gordura e
neutralização do sabor.
A
pressão aconselhável para a homogeneização do queijo
fundido é de 600 a 700 libras. O queijo fundido de alto
teor de gordura deve ser homogeneizado.
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