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CONSIDERAÇÕES
GERAIS
O
queijo Cobocó é uma variedade do queijo Prato, de
tamanho menor. Após a maturação apresenta uma pasta
amanteigada e mais macia que a do Prato. Deve possuir
olhos ligeiramente ovais com 3 a 5 mm de diâmetro e bem
distribuídos. Sua forma é cilíndrica, com 13 cm de diâmetro
e 6,5 cm de altura, não possuindo, como todos os queijos
de olhaduras, quinas vivas. Seu peso médio é de 1000 a
1050 gramas.
TECNOLOGIA
DE FABRICAÇÃO
Segundo
Francisco Samuel Hosken e Múcio Mansur Furtado, usa-se
leite pasteurizado com acidez entre 17 a 19°D e
temperatura de 32°C.
Adiciona-se
fermento (1% de fermento lático) e Cloreto de Cálcio na
proporção de 25g para cada 100 litros de leite. Em
seguida, adiciona-se corante (4-6ml de corante líquido
por 100 litros de leite).
Verifica-se
se a temperatura está exatamente a 32°C e assim sendo,
mistura-se no leite a quantidade de coalho necessária
para concluir a coagulação em 50 minutos.
Deve-se
agitar o leite durante 2 ou 3 minutos. No corte, o grão
deve ser o de número 4.
A
primeira mexedura inicialmente é lenta, e vai-se
aumentando de intensidade gradativamente. Após 25 minutos
do início do corte, cessa-se a mexedura, procedendo então
ao repouso da coalhada por 2 a 3 minutos.
Na
primeira dessoragem, retira-se 33% de soro (sobre o volume
total) para diluir com água no aquecimento. Retirado o
soro, começa-se a segunda mexedura e, após 3 minutos,
inicia-se o aquecimento que deve ser feito lentamente.
Emprega-se
água filtrada (15% do volume do leite) a 85°C. Junto com
a água, adicionam-se 300 gramas de sal para cada 100
litros de leite (salga no soro).
Este
ponto é quase idêntico ao do queijo Lanche. Os grãos
devem apresentar-se firmes e soltos, ou seja, não se
unindo uns aos outros facilmente.
Verificado
o ponto, deixa-se a coalhada em repouso por mais 3 minutos
e depois se procede à dessoragem total, afastando antes,
a massa para o canto do tanque.
Através
de placas de aço inoxidável, prende-se a massa na metade
do depósito e prensa-se a mesma usando peso duas vezes
superior ao seu por 20 minutos.
Em
seguida, divide-se a massa em blocos uniformes, com peso
de 1300g cada e colocam-se os mesmos nas formas
previamente forradas com panos ou dessoradores.
A
primeira prensagem deve ser efetuada em 30 minutos com 25
kg de peso (prensa horizontal). Após a primeira
prensagem, retiram-se os queijos das formas, eliminando as
irregularidades. Na segunda prensagem, deve-se utilizar 30
kg de peso, durante 3 horas. Decorrido este tempo,
retiram-se os queijos das formas, eliminam-se as
irregularidades das bordas, recolocando-os nas formas,
virados e sem panos, por um período de 14
horas numa câmara
com temperatura entre 10 - 12°C.
Em
seguida, transferem-se os queijos para salmoura (18 - 20%
de sal) onde permanecerão durante 24 horas. Deve-se virá-los
na salmoura nas primeiras 12 horas e deixá-los secando
nas prateleiras da câmara de salga por 24 horas.
Na
primeira maturação, os queijos são virados diariamente,
permanecendo numa câmara com 11 a 13°C e 83 a 86% de
umidade durante 8 a 10 dias. Passa-se óleo de linhaça ou
de caroços de algodão nos queijos, caso estejam com a
crosta seca.
Na
segunda maturação, a câmara deve ter 13 a 15°C e 86 a
90% de umidade. Os queijos deverão ficar nesta câmara até
o término da cura (30-35 dias após a fabricação).
Terminada
a maturação, lavam-se os queijos em água com 3% de cal,
esfregando-se com escova. Em seguida, os queijos são
secados, utilizando-se ventilador por uma hora;
parafinados ou untados com óleo de linhaça, e
finalmente, embalados.
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